Função sobrejetora
Uma função é sobrejetora se, e somente se, a imagem de é igual ao contradomínio, isto é:
Em palavras: nenhum elemento do contradomínio fica de fora — todo é atingido por pelo menos um (pode até ser atingido por mais de um; sobrejetora não exige unicidade, só existência).
Como provar ou refutar
Para provar que é sobrejetora: parta de um arbitrário, isole na equação e mostre que esse existe e pertence a . É a estratégia usada em todos os exercícios abaixo — encontrar e conferir se ele está no domínio.
Para refutar: basta um contraexemplo — um para o qual a equação não tem solução em .
O contradomínio faz parte da definição da função, então trocar pode trocar a resposta mesmo mantendo a mesma fórmula. É o que os dois últimos exercícios desta página mostram: é sobrejetora quando , mas deixa de ser quando o contradomínio é restrito a , pois nem todo inteiro tem inteiro.
Exercícios
Exercício proposto
Mostre que a função definida por é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; . Agora seja ; assim , ou seja . Logo, como e , então é sobrejetora.
Exercício proposto
Mostre que a função definida por é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; . Agora seja . Temos ; . Logo é sobrejetora.
Exercício proposto
Mostre que a função definida por é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; . Agora seja . Temos ; . Logo é sobrejetora.
Exercício proposto
Mostre que a função definida por não é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; ; . Logo seja . Assim . Portanto não é sobrejetora.
Exercício proposto
Mostre que a função definida por é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; ; . Agora seja . Temos . Logo é sobrejetora.
Exercício proposto
Mostre que a função definida por não é sobrejetora.
Resposta
. Tomamos ; ; ; . Assim (para par). Desse modo não é uma função sobrejetora.